WLC Radio
A Promessa de Apocalipse
Programa 285
A Promessa de Apocalipse
Embora o livro do Apocalipse tenha sido escrito para os crentes do primeiro século, ele contém um estímulo tremendo para os crentes de hoje.
Bem-vindos à Rádio WLC, uma subsidiária do Ministério da Rádio WLC. Um ministério online dedicado a aprender como viver e estar constantemente preparado para o retorno do Salvador.
Durante dois mil anos, os crentes de todas as gerações desejaram ser a última geração. Porém, ao contrário da crença popular, Cristo não deu-lhes “sinais dos tempos” para que eles pudessem reconhecê-los como tais. Em vez disso, ele os advertiu uma vez após a outra que a sua vinda pegaria de surpresa até mesmo os escolhidos. Yahushua os alertou sem reservas para estarem prontos, pois ele disse em Mateus 24:44: “À hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá”.
Rádio WLC: Ensinando e preparando corações para o iminente retorno de Cristo.
Parte 1 – A Promessa de Apocalipse: (Will e Chris)
Chris de Lucca: Quando eu era pequeno, adorava ouvir falar da Segunda Vinda de Cristo. Mas não me interpretem mal: eu detestava ouvir tudo o que me diziam que aconteceria antes desse retorno: a ideia de ser “deixado para trás” após o “arrebatamento secreto” me horrorizava, assim como a “Grande Tribulação”. E quanto ao retorno do Salvador em si? Eu amava ouvir falar sobre isso. Na Escola Dominical, as gravuras com histórias bíblicas tinham uma imagem de Yahushua sentado em uma nuvem, rodeado de anjos. Algum professor criativo a havia enfeitado com glitter. Era muito bonita, e eu adorava observar as diferentes pinturas que retratavam o seu retorno. Cristo era sempre representado sentado em uma nuvem brilhante como o sol, rodeado de anjos. Era uma promessa de que Yahushua voltaria e eu mal podia esperar.
Olá, eu sou Chris de Lucca, e você está ouvindo a Rádio World’s Last Chance, onde cobrimos uma variedade de tópicos relacionados às Escrituras, às profecias, às crenças bíblicas, o amor aos nossos semelhantes em sua forma prática, assim como se preparar para o retorno de nosso Salvador, que pode ocorrer quando menos esperarmos.
Como sempre gostei de imaginar o retorno de Cristo nas “nuvens dos Céus”, eu fiquei bastante surpreso recentemente quando o Will Santos compartilhou comigo que a expressão “vindo com as nuvens” é, na verdade, um símbolo que se repete várias vezes, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Hoje vamos examinar o significado dessa expressão, no contexto de Apocalipse 1, e a promessa contida nela.
Depois, em nossa Caixa de Mensagens Diárias, o Will responderá à pergunta sobre o que Cristo quis dizer quando afirmou que, se o teu olho te fizer tropeçar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. Já que as Escrituras não ensinam sobre um inferno que arde em chamas eternamente, o que Cristo quis dizer exatamente com isso? E para finalizar, a Laura Lee tem uma promessa especial para qualquer um de nós que esteja lutando para se curar após um trauma.
Mas, por agora, vamos mergulhar no estudo de hoje. Will, parece que estamos sempre simbolizando o que deve ser interpretado literalmente, e interpretando literalmente o que Yahuwah quer que entendamos simbolicamente. É isso que está acontecendo no que abordei acima? Yahushua não vai retornar como os artistas ou pintores o retratam?
Will Santos: Chris, eu não te diria que Yahushua não virá nas nuvens, pois sabemos que ele e todos os santos anjos virão à essa Terra. Até onde nossa imaginação humana pode alcançar, não vejo nenhuma evidência que sugira que ele retornará de outra maneira.
Dito isso, há um significado mais profundo para a frase, "vir com as nuvens."
Chris: Então… quando estamos estudando as Escrituras, como devemos saber se devemos interpretar uma fala literalmente ou simbolicamente?
Will: Por meio do contexto. Quando você está estudando as Escrituras, o contexto sempre importa. Hoje, vamos analisar essa oração conforme aparece em Apocalipse, capítulo 1. Apocalipse é, na verdade, uma carta. É uma carta muito longa, mas ainda assim é apenas uma carta e começa no estilo típico de uma carta do primeiro século.
Vamos abrir em Apocalipse 1 e ler os três primeiros versículos. Esses versículos são importantes porque nos dão o esboço que devemos usar para interpretar o restante do livro.
Chris:
Revelação de Yahushua Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João, o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Yahushua Cristo, quanto a tudo o que viu. Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.
Will: A primeira coisa que aprendemos é que este livro revela o que estava oculto, ou seja, é uma revelação. Essa é uma dicotomia interessante porque, embora o livro revele o que estava oculto, ele próprio é escrito em símbolos. Isso é significativo porque os símbolos nos indicam que estamos lidando com o cumprimento literal de um evento histórico. Assim, é importante entender para onde os símbolos apontam, e não se concentrar no símbolo em si.
Chris: O que eu fazia antes!
Will: Eu também! Acho que todos nós já fizemos isso, sem entender que o Apocalipse trata principalmente de algo que já aconteceu.
A terceira coisa que os versículos iniciais enfatizam é que o livro adverte sobre eventos que “em breve devem acontecer”. Este é um ponto importante, pois não se refere a algum evento que ocorrerá a mais de 2.000 anos no futuro, após a revelação ter sido dada. É uma advertência de algo terrível que ocorreria em um futuro próximo destinado ao público do primeiro século.
Então, precisamos procurar um evento que não havia acontecido na época em que o livro foi escrito, mas que ocorreu logo depois. E, como abordado em outros programas, encontramos esse evento na destruição de Jerusalém, em 70 d.C.
Agora, o versículo 4 é um que geralmente ignoramos, mas é surpreendentemente importante. Você poderia lê-lo para nós?
Chris: “João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz—”
Will: Já está bom. Obrigado.
No estilo típico do primeiro século, a carta começa com uma declaração de quem a está enviando, seguida a quem ela se destina e, em seguida, uma saudação. E vemos esse mesmo formato nas cartas de Paulo.
Chris: É uma carta bastante longa!
Will: Ele queria que o custo do envio valesse a pena!
Mas falando sério, este é um ponto importante porque, conhecendo o destinatário, podemos saber que essas igrejas são literais.
Mas eu sei que muitos cristãos dizem que as sete igrejas são um símbolo de sete épocas diferentes na história da Igreja, e eu mesmo costumava acreditar nisso.
Chris: É, eu também.
Will: Mas isso está incorreto. Entender que as sete igrejas literais são o público-alvo desta carta nos mostra que não devemos simbolizá-las. Elas são literais.
Chris: Faz sentido. Muitos erros são cometidos quando tentamos simbolizar algo que deve ser interpretado literalmente.
Will: Ou literalizar algo que é simbólico. De qualquer forma, isso nos levará ao erro.
Muito bem. Vamos continuar. Leia o restante do versículo 4 e os versículos 5 e 6.
Chris:
Graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono
e da parte de Yahushua Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra.
Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!
Will: Há muitos detalhes fascinantes nesta saudação. O Ser “que é, que era e que há de vir” é claramente uma referência a Yahuwah. Yahushua não é Deus, pois Yahuwah é mencionado no versículo 6 como o Deus de Yahushua. O próprio Yahushua tem um Deus, que é Yahuwah.
Chris: Percebi um tema semelhante nas saudações das cartas de Paulo: “Graça e paz a vós outros”. Que bela maneira de saudar alguém, desejando as bênçãos de Yahuwah sobre essas pessoas!
Mas quem são os “sete espíritos”? Isso é um pouco confuso.
Will: Acredito que seja uma referência ao Espírito Santo. A referência aos sete espíritos não só vem logo após a menção do Pai e antes da menção do Filho, mas também porque toda bênção — e esta saudação inicial está pronunciando uma bênção sobre o leitor — toda bênção se cumpre por meio de Yahuwah. Nós, humanos não podemos criar ou conceder “bênçãos”. Elas são dádivas recebidas de uma fonte divina.
Chris: Faz sentido. Mas por que sete? Por que não chamá-lo simplesmente de Espírito Santo?
Will: Há duas razões para isso. A primeira é que o sete simboliza perfeição.
A semana original tinha sete dias, e a promessa de Yahuwah ao antigo Israel era uma promessa sétupla. Quando Josué marchou ao redor de Jericó, eles o fizeram por sete dias, e no sétimo dia, marcharam sete vezes ao redor da mesma.
E aqui em Apocalipse, encontramos esse símbolo sendo usado com frequência. Além dos sete espíritos de Deus, há as sete igrejas, as sete taças, os sete candelabros, os sete anjos, as sete estrelas, os sete selos e as sete trombetas.
Chris: Os sete trovões!
Will: Esses também. Portanto, a mensagem que esse símbolo sempre transmite é a de perfeição. Muitas vezes está ligado à justiça divina, porque a justiça de Yahuwah é perfeitamente completa.
Mas há outro motivo e que é particularmente fascinante. Vamos dar uma olhada no livro de Zacarias, capítulo 4.
O Apocalipse é um livro de símbolos, mas o que decifra as codificações ali apresentadas é perceber que esses símbolos aparecem em outras passagens das Escrituras! Quando encontramos uma passagem do Antigo Testamento que reflete o mesmo uso de símbolos, nos é possível compará-los as duas, e ambas as passagens ganham vida.
Leia para nós os versículos 2 e 10 de Zacarias 4. Falaremos mais sobre isso depois, mas, por enquanto, leia apenas esses dois versículos.
Chris: Certo. O verso 2 diz:
E me perguntou:
Que vês? Respondi: olho, e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro.
Will: Aqui temos sete lâmpadas com sete tubos, que conduzem óleo para as lâmpadas. O que diz o versículo 10?
Chris: “Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos são os olhos de Yahuwah, que percorrem toda a terra.”
Will: No verso 10 não está dizendo que o Todo-Poderoso literalmente tem sete olhos como uma mosca, mas simboliza que Ele tem uma visão perfeita, ou seja, que Ele vê e entende tudo com uma sabedoria inimaginável. Esta é uma referência à onisciência de Yahuwah e é simbolizada pelo número 7.
Mas voltaremos a Zacarias mais tarde. Por enquanto, leia novamente o versículo 5 de Apocalipse 1. João nos dá várias descrições de Yahushua que eu quero analisar.
Chris: Ahhh… Ele é “a Fiel testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra.”
Will: Agora, abra no Salmo 89 e leia o versículo 27.
Chris: “Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.”
Will: Esta é a descrição de Cristo dada em Apocalipse 1:5, e é por isso que ele é “Rei dos reis.”
Agora, passemos para os versículos 35 a 37.
Chris:
Uma vez jurei por minha santidade
(e serei eu falso a Davi?):
A sua posteridade durará para sempre,
e o seu trono, como o sol perante mim.
Ele será estabelecido para sempre como a
Lua e fiel como a testemunha no espaço.
Will: A linhagem de Davi continua para sempre por meio do Messias, que é comparado à lua como sendo uma “testemunha fiel”. Essas são as mesmas palavras usadas em Apocalipse 1.
Chris: Na verdade, todos os livros culminam no livro do Apocalipse, não é mesmo?
Will: Sim, com certeza. João estava escrevendo para um público que conhecia as Escrituras do Antigo Testamento, e aquele era um período um tanto temerário para enviar correspondências que se referissem às autoridades romanas. Ao desenvolver temas introduzidos pela primeira vez no Antigo Testamento, ele pôde enviar sua mensagem sem problemas.
Mas, além disso, ao fazer referência aos símbolos contidos no Salmo 89, João mostra que as promessas feitas a Davi foram cumpridas em Cristo. Além do mais, isso é igualmente importante porque essa referência estabelece as bases para o restante do Apocalipse.
Chris: Como assim? Não entendi!
Will: Com exceção dos dois últimos capítulos, a maior parte do Apocalipse é uma advertência contra a iminente destruição de Jerusalém, quando o peso do Império Romano esmagaria de vez a resistência e as rebeliões dos judeus. Dessa forma, um olhar para as promessas do Salmo 89 prepara o terreno para um conflito entre Yahushua, a consagrada semente de Davi, e os governantes terrenos. É uma comparação encorajadora porque mostra que as promessas de Yahuwah se cumprem e Yahushua se encontra à frente e governa do trono de Yahuwah. Ele tem todo o poder, mesmo quando os governantes desta terra fazem coisas que causam sofrimento aos crentes.
Chris: “Deus está no céu — e esse mundo não foge de seu controle!”
Will: Exatamente.
A destruição de Jerusalém foi sobremaneira avassaladora, e o número de vidas perdidas, bem como o flagelo — embora nenhum crente tenha perdido sua vida, a angústia e o sofrimento foram incomensuráveis — tudo isso foi tão horrendo que um livro escrito para alertar aos crentes sobre a catástrofe iminente começa com uma lembrança do amor e cuidado de Yahuwah.
Chris: E isso não tem preço!
Will: É por isso que, nos versículos 5 e 6, temos uma declaração louvando o nome de Yahushua. Foi o amor dele por nós que o levou a sacrificar a própria vida, e nenhum sofrimento na Terra jamais mudará o seu amor eterno por nós.
O versículo 6 diz que Yahushua nos constituiu reino e sacerdotes para servir ao seu Deus e Pai. Isso significa que somos cidadãos do seu reino! Vocês acham que ele realmente vai tolerar os abusos contra os seus cidadãos sem fazer absolutamente nada?
Chris: De jeito nenhum. Ser cidadãos do reino de Yahushua é realmente uma proteção para os crentes, não é verdade?
Will: É sim! É uma dádiva.
Chris: Eu vejo assim também: é uma dádiva. E ser um reino de sacerdotes para Yah é, em si, outra dádiva. De uma forma muito real, isso nos dá acesso imediato e direto a Yahuwah.
Eu acho tudo isso fora de série!
Caros amigos, vamos fazer uma pequena pausa, mas não saiam daí. Nossas pausas são sempre bem curtas. Voltamos já, já.
As Escrituras dizem que o amor verdadeiro lança fora todo o medo, e a razão pela qual isso pode, na prática, ser algo real é que, para amar verdadeiramente alguém com um amor perfeito, é necessário conhecê-lo plena e de uma forma incondicional. Quando não conhecemos alguém, o que demonstramos pode ser apenas as suposições positivas que fizemos sobre essa pessoa, ou a imagem que criamos sobre ela em nossa mente. Amar verdadeiramente uma pessoa com profundidade requer conhecê-la em todos os sentidos.
O mesmo se aplica a Yahuwah e a Yahushua. Para amá-los verdadeiramente, e para ter a confiança em quem eles realmente são se constrói sobre uma fé inabalável, e isso se faz necessário conhecê-los por quem eles efetivamente são. Não simplesmente ouvir alguém dizer quem eles são, mas por quem eles são para nós, de uma forma pessoal.
Como as Escrituras descrevem o Pai e o Filho? Você, por acaso, sabe? Já se debruçou e leu de uma forma pessoal? Para aprender mais, procure pelo Programa 282, intitulado “Conhecendo o Pai e o Filho”. É um estudo fascinante que você não vai querer perder. O Programa é o 282, "Conhecendo o Pai e o Filho", disponível no https://www.worldslastchance.com/portuguese.
Parte 2
Will: Muito bem. Vamos continuar e voltar para Apocalipse 1. Chegamos agora ao versículo 7, e este versículo está repleto de simbolismos. E é simbólico, mas sem percebermos que o interpretamos literalmente. Vamos ler o versículo 7, e depois decifraremos as simbologias.
Chris:
Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá,
até quantos o traspassaram. E todas as tribos da
terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!
Isso é simbólico? Eu sempre pensei que se referia ao retorno literal de Cristo!
Will: Pode ser. Quer dizer, em algum momento Yahushua vai voltar e nós o veremos. Mas o contexto — dado no livro do Apocalipse, que é uma advertência que apontava para a destruição iminente de Jerusalém, em 70 d.C. — nos mostra que isso tem um significado simbólico.
Chris: E qual é? Eu não estou vendo qual é o símbolo; tudo me parece literal.
Will: “Vindo com as nuvens” é o que tem um significado simbólico, ou seja, é um representação do juízo. Uma passagem que tem uma forte correlação com esta é Daniel 7. Chris, mantenha o dedo em Apocalipse 1, mas vamos para Daniel 7. Você poderia ler para nós os versículos 13 e 14?
Chris:
Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis
que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do
Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram
chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino,
para que os povos, nações e homens de todas as línguas
o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não
passará, e o seu reino jamais será destruído.
Will: “Filho do Homem”, como você sabe, era a forma predileta de Yahushua se referir a si mesmo. Vem da expressão aramaica, bar enash, que significa literalmente, “ser humano”. Daniel vê Yahushua entronizado. Isso aconteceu quando ele ascendeu aos céus após a ressurreição.
E “Vindo com as nuvens” é uma expressão sempre associada ao julgamento que virá sobre seus inimigos.
Chris, vejo que você está parecendo bastante cético! Vamos analisar algumas passagens e você entenderá o que quero dizer. Comecemos com Jeremias 4:13. Esta passagem não fala sobre a Segunda Vinda, mas aparece Jeremias advertindo Judá de que sua queda para os babilônios será o julgamento de Yahuwah contra eles por idolatria. Leia, por favor.
Chris:
Eis aí que sobe o destruidor como nuvens;
os seus carros, como tempestade; os seus
cavalos são mais ligeiros do que as águias.
Ai de nós! Estamos arruinados!
Will: Agora, abra em Sofonias 1 e leia os versículos 14 a 16.
Chris:
Está perto o grande Dia de Yahuwah; está perto e
muito se apressa. Atenção! O Dia de Yahuwah é
amargo, e nele clama até o homem poderoso.
Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia
e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade
e negrume, dia de nuvens e densas trevas, dia
de trombeta e de rebate contra as cidades
fortes e contra as torres altas.
Will: Parece uma profecia que diríamos ser sobre o fim do mundo, mas, literalmente, é uma profecia de julgamento em desfavor de Judá, por sua contínua rebelião contra Yahuwah. Leia o próximo versículo. O versículo 17 contextualiza o que você acabou de ler.
Chris:
Trarei angústia sobre os homens, e eles
andarão como cegos, porque pecaram contra
Yahuwah; e o sangue deles se derramará como
pó, e a sua carne será atirada como esterco.
Will: Por que essa angústia é trazida sobre os homens?
Chris: Porque eles pecaram contra Yahuwah.
Will: Correto. Sendo assim, o julgamento virá sobre eles, que é simbolizado no versículo 15, onde descreve o dia do julgamento como “um dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas.”
Vejamos agora Ezequiel 30. Novamente, isso soa como uma linguagem da Segunda Vinda, mas não é. Na verdade, trata-se de uma profecia do julgamento que virá sobre o Egito.
Leia os versículos 2 e 3.
Chris:
Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor Yahuwah:
Gemei: Ah! Aquele dia! Porque
está perto o dia, sim, está perto
o Dia de Yahuwah, dia nublado;
será o tempo dos gentios.
Will: Nós não temos entendido a simbologia do julgamento. A vinda com as nuvens é um símbolo do julgamento global e significa que, embora o julgamento de Yahuwah possa tardar, dando a todos a chance de se arrependerem, eventualmente ele virá e, quando vier, não haverá escapatória.
Mas não entendemos isso. Assim, pegamos um símbolo e o interpretamos literalmente. Esse mesmo símbolo aparece no Novo Testamento quando Yahushua fala do julgamento que virá sobre Israel.
Vejamos Mateus 24. Aqui, novamente, os cristãos presumiram — e eu também — que este capítulo tinha uma dupla aplicação: tanto à destruição de Jerusalém no primeiro século quanto ao que eu pensava serem sinais do retorno de Yahushua antes da Segunda Vinda. Mas, como aprendemos desde então, Mateus 24 se concentra principalmente na destruição de Jerusalém. O pouco que o Messias diz sobre o seu retorno é simplesmente: “Ficai vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá.”
Chris: Até mesmo os crentes.
Will: É isso mesmo.
Leia os versículos 29 a 31.
Chris:
Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
Will: Nós presumimos que isso fosse uma descrição da Segunda Vinda de Cristo, mas não é, pois ela ainda se refere ao julgamento que virá sobre Jerusalém, porque depois disso, no versículo 34, Cristo diz: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça."
Outro lugar onde Yahushua usou esse símbolo foi em seu julgamento. Isso aconteceu poucos dias depois de sua fala, em Mateus 24, onde ele os advertiu sobre o julgamento que viria sobre Jerusalém.
Abra em Mateus 26 e leia para nós, Chris, os versículos 62 a 64.
Chris:
E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Yahushua: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Yahushua, porém, guardou silêncio.
E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
Respondeu-lhe Yahushua: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens o céu.
Will: Aqui, o Mestre não está falando sobre o seu retorno, mas está dizendo que o julgamento viria sobre toda a nação por causa da rejeição a ele, o Messias. E pode ter certeza de que eles entenderam o que ele estava dizendo, pois esses 71 anciãos eram os homens mais instruídos de todo Israel. A tradição diz que, para serem considerados aptos para o cargo no Sinédrio, aos 12 anos, eles precisavam ter memorizado todos os livros de Moisés.
Chris: Wow! Mas todos eles?
Will: odos. Eles entenderam essa simbologia e que o julgamento viria sobre eles por rejeitarem o Messias.
Agora, o restante de Apocalipse 1, versículo 7, é uma alusão a Zacarias 12, versículo 10, até Zacarias 13, versículo 1. Eu gostaria que tivéssemos tempo para ler todos esses versos, mas não temos. Mas vamos ler apenas o versículo 10 de Zacarias.
Chris: Ok, huummm…
E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito.
Will: Acho este versículo interessante porque Yahuwah está dizendo que derramará um espírito de graça e súplicas sobre os judeus. Outras traduções dizem, “graça e misericórdia.”
Os judeus estão de luto. Por quê? Porque finalmente percebem que traspassaram o Messias tão aguardado! Graça e súplicas, ou misericórdias são derramadas sobre eles para que possam chegar ao arrependimento. É uma dádiva tremenda e que tem efeito. Agora leia Zacarias 13, versículo 1.
Chris: “Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza.”
Will: É para isso que os juízos de Yahuwah sempre foram destinados: levar os pecadores ao arrependimento. A oração: “aqueles que o traspassaram” é uma clara referência aos judeus que, como nação, foram responsáveis pela morte de Cristo. Eles terão a oportunidade de se arrepender, e muitos o farão.
Mas tudo bem. Voltemos a Mateus 24. No versículo 30, lemos que “todas as tribos da terra se lamentarão” quando “virem o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória”. Ele ainda está falando sobre o julgamento que virá sobre Israel, uma vez que ele só começa a falar sobre o seu retorno no versículo 36, quando ele diz que não haverá sinais!
O contexto do versículo 30 é apresentado nos versículos 1 a 3. Poderia lê-los para nós, Chris?
Chris:
Tendo Yahushua saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.
No monte das Oliveiras, achava-se Yahushua assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.
Will: Então, logo de cara, vemos que este capítulo que envolve uma discussão sobre o julgamento que recairá sobre a nação judaica e que culminará na queda de Jerusalém, no ano 70 d.C.
Chris: E mesmo quando fala sobre o escurecimento do sol e da lua? Para mim, isso sempre foi uma referência à Grande Tribulação.
Will: Sim, porque presumimos que isso se aplicava à Segunda Vinda, mas não é o caso. Não se trata do fim do mundo, mas sim do julgamento que virá sobre a nação.
Chris: E quanto ao versículo 31? Diz: “E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.”
Will: Isso ecoa a mesma mensagem que lemos em Apocalipse 1:7 e Zacarias 12:10-14. É um chamado ao arrependimento ao qual muitas almas responderão positivamente.
Volte, Chris, a Apocalipse 1 e leia novamente o versículo 7. Há um pequeno detalhe aqui que Zacarias e Mateus não incluem. Vamos ver se você consegue encontrá-lo.
Chris: Huummm…
Eis que vem com as nuvens,
e todo olho o verá, até quantos
o traspassaram. E todas as tribos
da terra se lamentarão sobre ele.
Certamente. Amém!
Huummm. "Todo o olho o verá"?
Will: Sim! Os cristãos há muito especulam sobre como todos os olhos poderão ver fisicamente Cristo vindo a uma Terra que gira em seu eixo? Mas não é disso que o texto está falando. Novamente, ele está falando sobre o juízo. Dizer que todos os olhos o verão significa que ninguém está isento de ser julgado, ou seja, todos serão julgados.
Este é um ponto-chave do livro do Apocalipse. Assim como todos foram julgados naquela época, todos no mundo inteiro também serão julgados. O fato de Yahuwah, em Sua misericórdia, chamar a todos ao arrependimento, em primeiro lugar, isso é crucial, porque significa que aqueles que rejeitam esse convite se tornam indesculpáveis, e vemos isso no Apocalipse.
Você poderia ler Apocalipse 9, versículos 20 e 21, por favor?
Chris:
Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.
Will: E o que diz Apocalipse 16, versículos 9 a 11?
Chris:
Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Yahuwah, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória. Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.
Will: Nem todos se arrependerão, e essa é a triste verdade. Mas a incrível promessa do Apocalipse é que Yahuwah quer salvar a todos. Ele os chama ao arrependimento, prometendo que aceitará todos os que se achegarem a Ele.
A última parte da saudação inicial de João está no versículo 8. Você poderia lê-lo para nós?
Chris: “Eu sou o Alfa e Ômega, diz Yahuwah Elohim, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.”
Will: Alfa, é claro, é a primeira letra do alfabeto grego, e ômega é a última. Yahuwah está dizendo que Ele é o A e o Z; o princípio e o fim, e que Ele está no controle. Não importa o que aconteça na Terra, Ele está no controle de tudo. E Ele tem o poder de aceitar e perdoar todos os que se chegam a Ele em busca de arrependimento.
Chris: Amém!
A seguir teremos nossa Caixa de Mensagens Diárias. Fiquem ligados!
Você está ouvindo a Rádio World Last Chance.
Rádio WLC: Ensinando e preparando corações para o iminente retorno de Cristo.
Lutar ou fugir? Permanecer de pé ou se curvar? O que você faz quando é pego de surpresa? Dependendo das circunstâncias, qualquer pessoa pode provar uma dessas quatro situações. Mas o momento em que você não quer "se posicionar" é quando suas palavras são necessárias. Mas, e quando suas palavras são mais que necessárias ao você estar ao lado do leito de um amigo ou ente querido que está em face da morte?
Enfrentar o fim iminente da vida pode ser muito impactante, até mesmo assustador. Você sabe o que dizer a alguém que está em seus últimos momentos de vida? Você sabe como confortá-lo e conduzir sua alma a Cristo?
Para aprender como proceder em circunstâncias dessa natureza, acesse o https://www.worldslastchance.com/portuguese e procure pelo artigo intitulado, "O que dizer a um amigo moribundo". Você pode ser a presença de Yahuwah na hora de extrema necessidade de alguém que está se esvairindo. Leia o artigo, "O que dizer a um amigo moribundo", para aprender o que você pode dizer a alguém que está no leito de morte.
Caixa de mensagens diárias: (Will & Chris)
Chris: A pergunta de hoje da nossa Caixa de Mensagens Diárias vem do… País que tem uma Eterna Primavera.
Will: Seria o Equador?!
Chris: Não! É uma Terra que vive uma Eterna Primavera. Estou procurando por um país que tem esta característica.
Will: Ahhh. Huummm… Seria o Peru? A Colômbia? A Venezuela? O Brasil?
Chris: Você vai ficar citando todos os países próximos ao Equador, é? Este país é a Colômbia, lugar que tem a palmeira mais alta do mundo. A palmeira de cera Quindío pode atingir incríveis 60 metros de altura!
Will: Uau! Seria como um prédio de 20 andares!
Chris: Pois é! É absurdamente alta para uma árvore. Dá uma ideia do mundo existente antes do dilúvio.
Enfim. Viviana escreve: “Sou muito grata pelos seus estudos e programas que falam sobre o inferno. Cresci atemorizada com esse tema e estou muito grata por saber que a Bíblia não ensina de que haverá um inferno que arderá em chamas eternamente. Eu compartilhei essa boa nova com minha irmã e ela ficou muito interessada. Ela até gostaria de acreditar nisso, mas ela tem medo de estar enganada. Ela quer saber se o inferno não existe, porque Cristo se referiu a ele em Mateus 18:8-9! Como vocês explicam essa passagem se não existe um inferno que arderá em chamas eternamente?”
Will: Chris, você poderia ler essa passagem para nós, por favor?
Chris: Claro que sim. Huummm… diz:
Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo.
Will: Bem, o problema de usar essa passagem para provar a existência de um tipo de inferno, que arderá em chamas sem cessar é que você precisa ser inconsistente para fazê-lo. Esse é o primeiro problema.
Chris: O que você quer dizer com, esse é o primeiro problema?
Will: Bem, ninguém sai por aí insistindo que Yahushua quis dizer que, se você tropeçar no seu próprio pé, você deverá, literalmente, cortá-lo e jogá-lo fora! Aqui, Ele está falando metaforicamente. É inconsistente, então, interpretar a primeira parte da fala do Mestre metaforicamente, e a segunda parte literalmente.
E isso me leva ao segundo problema de usar essa passagem para provar um tipo de inferno literal: Yahushua estava se referindo a um lugar literal que existia fora de Jerusalém e que era comumente entendido metaforicamente como um símbolo do julgamento divino. Novamente, é tudo metafórico.
Chris: Que lugar era esse?
Will: Geena. Aliás, se você procurar a palavra traduzida como “inferno” no versículo 9, a palavra original é “Geena”. Essa é uma referência ao Vale de Hinom, que ficava ao sul de Jerusalém. Basicamente, era o que hoje chamaríamos de lixão, pois as pessoas levavam seu lixo para lá. O lixo depositado ali queimava de uma forma constante, que produzia grandes labaredas.
E o próprio Cristo não usou a palavra "inferno", uma vez que essa foi uma construção teológica posterior. A palavra que Yahushua usou foi "Geena". Basicamente, ele estava dizendo: "Não deixem que comportamentos autodestrutivos os levem a acabar no lixão da vida. Vocês ficarão cheios de arrependimento e remorso, mas não poderão voltar atrás e mudar as coisas que os trouxeram até o presente momento". Ele está dizendo: "Não desperdicem suas vidas dessa maneira". E, em consonância com a natureza metafórica dessa passagem, ele se referiu ao lixão de Jerusalém, que já era entendido como uma metáfora do julgamento divino.
No Islã, Geena ou "Jahannan" é um lugar de tormento com múltiplos níveis que se destina aos ímpios. Mas, novamente, isso é uma extrapolação. As Escrituras não ensinam sobre um inferno que arde em chamas sem cessar, e usar as referências de Cristo ao lixão de Jerusalém como "prova"… bem, isso simplesmente desmorona quando se conhece a palavra que ele, na verdade, usou.
Chris: Huummm! Que fascinante! Eu presumi que "Geena" fosse a palavra grega para inferno. Eu não sabia que se referia ao lixão da cidade. Interessante!
Mas vamos lá! Temos tempo para mais uma pergunta. Tobias, de Bremen, Alemanha, escreve: "Tenho ouvido alguns dos seus programas sobre a natureza de Yahuwah e Yahushua. Vocês certamente têm muitas provas sobre a natureza de Yahuwah. Minha pergunta tem a ver com a natureza de Yahushua. Sei que uma natureza dual, divina/humana, é difícil de compreender; mas não é por isso que é chamada de 'mistério'?"
Will: Essa é uma ótima pergunta e agradeço a oportunidade de respondê-la. Primeiramente, quero parabenizá-lo, Tobias, por sua disposição em examinar evidências que contradizem uma crença que, no passado, lhe foi apresentada como verdadeira. É preciso muita coragem e compromisso com a verdade para proceder assim.
Quanto à natureza de Cristo ser chamada de mistério, você tem razão. Muitas vezes é referida dessa forma. Mas a questão é que foi assim que nós, humanos, a chamamos, pois a Palavra de Yah nunca se refere a uma trindade, tampouco afirma que Yahushua tem uma natureza dupla. E certamente ela nunca diz que a natureza do Salvador é um "mistério". Isso surgiu posteriormente como uma forma de responder às perguntas sem respostas que invariavelmente surgiam quando esse erro contradizia as Escrituras.
Chris: Sim, e erros sempre causam confusão, não é mesmo?
Will: Correto, Chris. Existe uma palavra que às vezes é traduzida em nossas Bíblias modernas como "mistério". Por exemplo, Colossenses 1:26 fala do "mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações, mas que agora, todavia, se manifestara aos seus santos."
Chris: E tem uma outra que me vem à mente neste momento. Huummm… só me dê um segundo para que eu a encontre aqui…
Está aqui. Está em Efésios 3:4. Diz: "Pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo."
Will: Esse é um outro verso muito bom. E embora, superficialmente, pareça se referir à natureza dele, não é disso que está falando.
Abra, Chris, 1 Coríntios, capítulo 2, e leia os versículos 7 e 8. Este é outro lugar onde a palavra "mistério" é usada e provavelmente não deveria ser interpretada da forma como a interpretam.
Chris: “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória.”
Por que você diz que a palavra “mistério” não deveria ser interpretada da forma que ela aparece nessa passagem?
Will: A palavra em grego é mustērion. A questão é que ela não significa “mistério” no sentido moderno da palavra.
Eu imprimi a definição da palavra mistério de vários dicionários modernos. Você poderia lê-las para nós, por favor?
Chris: Ahhh… “Um mistério é algo que desafia nossa compreensão e não pode ser explicado”. Essa definição é do site Vocabulary.com.
O dicionário Collins diz: “Um mistério é algo que não é compreendido ou conhecido.”
O Merriam-Webster diz que um mistério é “algo não compreendido ou além da compreensão: um enigma.”
O Dicionário Oxford define mistério como “algo difícil ou impossível de entender ou explicar.”
Will: A palavra “mistério” carrega consigo o significado de algo impossível de compreender, e veremos que não é esse o significado de mustērion.
Eu trouxe meu exemplar do Dicionário Expandido Strong. Abra na página 3466, da seção que está em grego, e leia o que diz, Chris.
Chris: Vamos ver… Uau! Que definição longa. Quer que eu leia tudo?
Will: Sim, leia para nós.
Chris: Tudo bem.
Mustērion: um segredo ou “mistério”… no Novo Testamento, denota não o misterioso (como em português), mas aquilo que, estando fora do alcance, sem auxílio da compreensão natural, só pode ser revelado por meio da revelação divina, e é revelado de uma maneira e em um tempo determinado por Deus, e somente àqueles que são iluminados pelo Seu Espírito.
No sentido comum, um “mistério” implica conhecimento oculto; seu significado bíblico é a verdade revelada. Daí os termos especialmente associados ao assunto serem “revelado”, “manifestado”, “revelado”, “pregado”, “compreendido”, bem como à “dispensação”. A definição dada acima pode ser melhor ilustrada pela seguinte passagem: “O mistério que esteve oculto desde os séculos e gerações, mas agora foi revelado aos seus santos” (Colossenses 1:26).
É usado para a verdade espiritual em geral, conforme revelada no evangelho.
Will: Isso já basta. Você entendeu a ideia geral. Um "mistério", na nossa linguagem moderna, é algo impossível de explicar ou compreender.
Em contraste, mustērion é algo que é revelado, manifestado e compreendido.
Chris: Então, talvez um termo melhor para descrevê-lo seria a palavra, segredo.
Will: Exatamente! Nas Escrituras, não é que seja algo que nunca possa ser conhecido, mas é uma verdade que somente Yahuwah pode revelar por meio do Seu Espírito.
E essa não é a suposta natureza dual de Cristo. Chamamos isso de "mistério" porque é o que é, segundo a definição moderna da palavra: não podemos compreendê-lo porque, francamente, é uma impossibilidade! E não é bíblico.
Dito isso, se a trindade ou um Yahushua de natureza dupla fossem verdadeiros, certamente poderíamos esperar encontrá-los mencionados nas Escrituras como parte do mustērion de Yahuwah – os “segredos” que Ele revelou aos crentes por meio do Seu Espírito.
Eu tenho aqui uma citação que gostaria que você lesse. É de um artigo, intitulado “Jesus é o Filho de Deus, não Deus Filho”, publicado no site BiblicalUnitarian.com.
Você poderia lê-lo para nós, Chris?
Chris:
A razão pela qual muitas Bíblias em inglês continuam a traduzir mustērion como “mistério”, apesar de estudiosos e muitos membros do clero saberem que “mistério” é uma tradução imprecisa, deve-se em grande parte às muitas doutrinas antibíblicas e até mesmo contraditórias que se infiltraram na Igreja ao longo do tempo. Quando nem mesmo o clero conseguia explicar ou compreender essas doutrinas, a tradução “mistério” tornou-se geralmente aceita, pois o conceito de “mistério” é uma maneira conveniente de apresentar doutrinas inexplicáveis ao cristão ordinário. As pessoas que desafiavam essas e outras tradições da Igreja eram rapidamente rotuladas de “hereges” e perseguidas, de modo que a tradução “mistério” permaneceu praticamente incontestada.
Uau! Que coisa, hein?!
Will: Novamente, uma tradução melhor seria "segredo", porque, em Cristo, todos os segredos de Yahuwah são revelados.
Podemos ver isso em Romanos 16. Você poderia abrir lá e ler os versículos 25 a 27?
Chris:
Ora, aquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Yahushua Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações, ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Yahushua Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém!
Will: Então, esta tradução usa a palavra “mistério”, mas você também pode ver que “segredo” teria sido uma escolha melhor para essa palavra, porque não está falando de algo impossível de entender — que é a definição de “mistério”. Em vez disso, está falando de um segredo que, no versículo 26, “agora se tornou manifesto”! Foi dado a conhecer e não é um mistério.
A natureza dual de Cristo não é apenas um mistério, mas uma contradição! O mesmo acontece com a ideia de uma divindade trina: é uma contradição. Afirmações como “Yahushua é plenamente humano e plenamente divino”, ou “três Pessoas em um só Deus” são contradições, e isso já foi reconhecido há muito tempo.
William G. Eliot foi um ministro e educador americano do século XIX. Eu tenho aqui uma citação de seu livro, Discursos sobre as Doutrinas do Cristianismo. Chris, você poderia lê-la para nós?
Chris: Sim, posso.
Mistério e contradição são coisas muito diferentes. O primeiro é algo que está além da nossa visão, ou que vemos de forma imperfeita. A segunda é vista como falsa. … Sabemos o suficiente para perceber que duas afirmações contraditórias não podem ser ambas verdadeiras. … Portanto, quando Cristo afirma que não sabia de um certo evento futuro (ver Marcos 13:32), a afirmação de que ele era, no entanto, onisciente, é evidentemente uma negação do que ele disse.
Essa é uma afirmação e tanto!
Will: Sem dúvidas. E é verdade mesmo. A ideia de que existem doutrinas que são mistérios divinos que jamais compreenderemos não é bíblica. As Escrituras falam de "segredos", mas também dizem que Yahuwah revelou esses segredos, e a natureza de Cristo nunca é descrita como um desses segredos. Só quando não se consegue explicar o erro é que se precisa descrevê-lo como um mistério.
E a verdade não carrega consigo mistérios.
Chris: E isso é algo que devemos nos alegrar!
Se você tiver alguma pergunta que gostaria que o Will respondesse, querido ouvinte, basta acessar nosso site, https://www.worldslastchance.com/portuguese e clicar no ícone "Rádio WLC". Sempre gostamos de ouvir nossos ouvintes.
A seguir temos a Laura Lee com a Promessa Diária de hoje.
Promessa diária (Laura Lee)
Olá! Eu sou a Laura Lee, com sua Promessa Diária da Palavra de Yah.
O autor Roy Bennett escreve, abre aspas: “A atitude é uma escolha; a felicidade é uma escolha; o otimismo é uma escolha; a bondade é uma escolha; dar é uma escolha; o respeito é uma escolha. Qualquer escolha que você faça constrói quem você é. Escolha sabiamente".
Recentemente li uma história sobre uma mulher incrível chamada Wendy Wallace. Apesar de passar por sofrimentos e adversidades estupendas, Wendy fez a escolha de continuar a confiar em Yahuwah. Ela escolheu continuar a pensar positivo e se manter otimista, e esta é a história dela.
Em 2011, Wendy sentiu como se estivesse pegando uma gripe. Porém, ela piorou rapidamente, e em três dias chegou ao ponto de ver sua vida sucumbir. Wendy contraiu uma bactéria de uma forma sem explicação e que destruía os tecidos de seu corpo. Os médicos disseram à família que havia menos de 1% de chance de recuperação. No entanto, sua família é cristã, e quando os médicos disseram ao seu esposo, Mike, que ele precisava se preparar para perder sua esposa, ele disse: “Vocês não conhecem meu Deus e o que Ele pode fazer!”
Durante três semanas Wendy ficou em coma induzido, e durante essas três semanas, Mike orou fervorosamente pela recuperação dela. Seus filhos oraram; seus familiares oraram; os amigos oraram, e os amigos de seus amigos também oraram.
Ela sofreu uma cirurgia após a outra, mas o problema é que a infecção se espalhava. Ela perdeu o fluxo sanguíneo para os membros e seus rins começaram a parar. Ambos os pés e ambas as mãos foram amputadas e o seu futuro parecia sombrio, mas a família e os amigos de Wendy continuaram a orar. Depois de três semanas em coma, Wendy acordou para uma vida muito diferente daquela que conhecia antes. A recuperação foi longa e difícil, mas Wendy recusou-se a desistir. Provérbios 3, versículos 5 e 6 foi especialmente reconfortante para ela.
Diz:
Confia em Yahuwah de todo o teu coração
e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos,
e ele endireitará as tuas veredas.
Essas palavras fortaleceram Wendy e ela acreditava que Yahuwah ainda tinha um plano para sua vida. Hoje, Wendy testemunha de Yahuwah por meio de seu blog chamado One Exceptional Life.
Wendy diz, abre aspas: “Mulheres que enfrentam traumas desejam se sentir confiantes e em paz em sua caminhada com [Yah]. Para fazer isso, elas precisam saber que estão andando de acordo com Sua vontade e se submetendo a Ele diariamente. O problema é que o medo e o caos tornam difíceis de discernir a direção que o Pai quer que sigamos. Após o trauma, as mulheres são muitas vezes dominadas pela dúvida e por uma sensação de desesperança. Elas se perguntam por que a vida que viveram por meio da fé não fez com que suas provações parecessem mais fáceis”, fecha aspas.
Sua missão é “levantar e dar apoio [às mulheres], para que elas redescubram a alegria e a paz [de Yahuwah] em meio às provações [da] vida”.
O Salmo 84:11 diz:
Porque Yahuwah Elohim é sol e escudo;
Yahuwah dá graça e glória; nenhum bem
sonega aos que andam retamente.
Recebemos grandes e preciosas promessas. Vá e comece a reivindicá-las!
Parte 3
Chris: Sabe, Will, que alguns meses atrás, quando você me confrontou pela primeira vez com a ideia de que, longe de ser uma profecia sobre os últimos dias, Apocalipse é principalmente uma advertência sobre a destruição de Jerusalém—
Will: —e que já se cumpriu!
Chris: Exatamente! E isso me chocou. Depois de analisar as evidências e concordar que a maior parte do livro não trata dos últimos dias dessa Terra, fiquei me perguntando qual seria o propósito desse livro para os crentes de nossos dias.
É claro que os últimos capítulos são preciosíssimos. Mas, e os demais, se eles já se cumpriram há quase 2.000 anos? Qual o sentido para os crentes dedicarem tempo a estudar isso agora? Mas o estudo de hoje realmente esclareceu para mim o valor deste livro, e é reconfortante. Ele nos diz que, não importa o que aconteça de ruim, Yahuwah ainda está no controle. E com Sua presciência, Ele cuidará de nós. Assim como Ele não se esqueceu dos crentes em Jerusalém e lhes proveu uma saída, Ele também cuidará de nós.
Will: Você tem toda a razão. O Salmo 119, versículo 90, diz: “A tua fidelidade estende-se de geração em geração; fundaste a terra, e ela permanece”, e precisamos nos apegar a essa promessa. Mesmo que sejamos chamados a “passar pelo fogo”, por assim dizer, podemos descansar na certeza de que Ele caminhará conosco.
Mas, Chris, você poderia abrir em Lamentações 3? Este é um capítulo particularmente comovente. Jeremias profetizava há décadas a derrocada de Jerusalém pela Babilônia, e ele foi zombado, ridicularizado e até mesmo preso, e ainda assim persistiu em alertar os israelitas sobre a destruição iminente.
Mas quando ela finalmente aconteceu, foi terrivelmente avassaladora que o próprio Jeremias estremeceu diante da magnitude do sofrimento e da destruição. Leia os versículos 1 a 3.
Chris:
Eu sou o homem que viu a aflição
pela vara do furor de Yahuwah.
Ele me levou e me fez andar
em trevas e não na luz.
Deveras ele volveu contra mim a mão,
de contínuo, todo o dia.
Will: O coração de Jeremias estava partido, e é isso que torna o que ele diz nos versículos 19 a 26 tão comovente. Leia-os para nós.
Chris:
Lembra-te da minha aflição e do meu pranto,
do absinto e do veneno.
Minha alma, continuamente, os recorda
e se abate dentro de mim.
Quero trazer à memória
o que me pode dar esperança.
As misericórdias de Yahuwah são a causa de não sermos
consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
renovam-se cada manhã.
Grande é a tua fidelidade.
A minha porção é Yahuwah, diz a minha alma;
portanto, esperarei nele.
Bom é Yahuwah para os que esperam por ele,
para a alma que o busca.
Bom é aguardar a salvação de Yahuwah,
e isso, em silêncio.
Will: Quando Jeremias parou para lembrar que a própria destruição era o cumprimento da justiça prometida por Yahuwah, isso lhe trouxe esperança. Ele percebeu que, assim como Yahuwah cumpriu Suas promessas de represália, Ele também cumpriria Suas promessas de salvação. O que dizem os versículos 31 a 33?
Chris:
Yahuwah não rejeitará
para sempre; pois, ainda que
entristeça a alguém, usará de compaixão
segundo a grandeza das suas misericórdias;
porque não aflige, nem entristece de bom grado
os filhos dos homens.
Will: Este é o valor de estudar o livro do Apocalipse. Em um mundo de pecado, haverá sofrimento incomensurável, e não nos é possível escapar do mesmo.
Mesmo os crentes que escaparam com vida, não foi tão simples assim! Eles tiveram que fugir com poucas coisas que lhes foram possíveis carregar consigo, e de alguma forma, tiveram que se estabelecer e ganhar a vida em um país estrangeiro. Não foi fácil!
Mas, em meio a tudo isso, Yahuwah estava com eles, e Ele estará conosco também. Esta é a grande promessa do Apocalipse.
Chris: Sim, porque servimos a um Deus que cumpre a sua aliança.
Obrigado por nos acompanhar no programa de hoje, queridos ouvintes, intitulado “A Promessa de Apocalipse”. Se você quiser compartilhá-lo com um amigo ou familiar, você poderá encontrá-lo em nosso site. Basta clicar no ícone Rádio WLC e procurar pelo Programa 285, “A Promessa de Apocalipse.”
E esperamos que vocês possam se juntar a nós novamente amanhã, e até lá! E, lembrem-se: Yahuwah te ama. . . e Ele é digno de confiança!
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Este programa e os episódios anteriores da Rádio WLC estão disponíveis para download em nosso site. Eles são ótimos para compartilhar com amigos e para usar em estudos bíblicos! Eles também são um excelente recurso para aqueles que realizam seus cultos a Yahuwah sozinhos em seus lares. Para ouvir os programas transmitidos anteriormente, visite nosso website, no https://www.worldslastchance.com/portuguese. Clique no ícone Rádio WLC exibido em nossa página inicial.
Em seus ensinamentos e parábolas, o Salvador não deu “sinais dos tempos” para que eles fossem reconhecidos como tais. Em vez disso, a essência de sua mensagem era de vigiar … sem cessar. Junte-se a nós novamente amanhã para uma outra mensagem repleta de verdades ao exploramos vários tópicos que apontam para o retorno do Salvador e de como viver e estar constantemente preparado para recebê-lo de braços abertos quando ele vier.
Rádio WLC: Ensinando e preparando corações para o retorno iminente de Cristo.